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O outro lado de ser Médico Veterinário

Por: Ana Matias


Quantos de n√≥s ouvimos que somos ‚ÄúVeterin√°rios porque gostamos de animais‚ÄĚ? Possivelmente o coment√°rio mais comum quando revelamos a nossa profiss√£o e aquele que mais nos aborrece. √Č verdade absoluta que s√≥ consegue ser Veterin√°rio quem gosta realmente do que faz e n√£o s√≥ quem gosta de animais. Ser Veterin√°rio ultrapassa os limites do gostar, acreditem. Somos confrontados, diariamente, com in√ļmeras situa√ß√Ķes que p√Ķem √† prova a nossa resist√™ncia f√≠sica e psicol√≥gica. Ser Veterin√°rio n√£o passa apenas por examinar animais, realizar exames complementares, formular racioc√≠nios cl√≠nicos ou diagn√≥sticos. Ser Veterin√°rio implica criar uma liga√ß√£o, n√£o s√≥ com o nosso paciente, mas tamb√©m com o nosso cliente. Eis a dor de cabe√ßa da nossa profiss√£o! Torna-se complicado aprendermos a lidar com a por√ß√£o menos t√©cnica da Veterin√°ria e compreendermos os la√ßos que se criam, porque os estudos nunca nos prepararam para tal. 

Sem d√ļvida que o nosso sucesso e as nossas vit√≥rias s√£o o que nos gratifica no final dos dias, no entanto s√£o poucos os Veterin√°rios que aceitam as falhas. Quando o nosso colega Iran Gordon escreve que ‚Äútemos de aprender que, embora fa√ßamos tudo certo, at√© um tratamento com uma taxa de sucesso de 95% pode falhar‚ÄĚ e ‚Äúembora nos custe admitir e aceitar, tratamentos podem matar pacientes‚ÄĚ, deixa-nos a pensar‚Ķ Quando um caso corre menos bem e o paciente n√£o responde √† terap√™utica, por motivos que nos transcendem, afundamo-nos num mar de quest√Ķes e culpabilizamo-nos, sofrendo por n√≥s, pelo paciente que tent√°mos ajudar e pelo cliente que, por vezes n√£o entende que existe variabilidade individual e circunstancial, e deposita todo o seu desgosto e descr√©dito sobre o nosso trabalho. Por√©m, existe tamb√©m o outro lado da moeda, o cliente compreensivo e que nos agradece pelo empenho e dedica√ß√£o, mesmo quando o desfecho n√£o √© o melhor. Ainda assim‚Ķ sofremos junto dele.


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